Sob Caiado, Goiás institucionalizou uma aproximação com capital chinês em mineração, energia, agromáquinas e tecnologia — ev-confirmed via memorandos e contratos assinados em missões oficiais a Pequim/Xangai (nov/2023). O eixo foi mineração (CMOC, já presente desde 2016) e indústria (Weichai, Chint Power), com Huawei em tecnologia. Missão institucional incluiu abertura de escritório representativo na província de Hebei — item ainda sem confirmação de operação plena.
A partir de jul/2025, Goiás abre negociação paralela com a estatal japonesa JOGMEC para terras raras ev-confirmed. Em abr/2026, Caiado assina "Manifesto de Entendimento" com o governo americano — um mês antes da venda da Serra Verde (mina Pela Ema) à USA Rare Earth por US$2,8bi, com contrato de fornecimento de 15 anos a uma SPV capitalizada por entidades do governo dos EUA. O texto integral do contrato de fornecimento não é público — ev-alleged/parcial.
Caiado deixou o governo de Goiás em 31/mar/2026 para concorrer à Presidência pelo PSD. Em campanha (jun/2026), ele transforma o ativo estadual — terras raras — em plataforma nacional: ev-confirmed "aposta em terras raras" e "reindustrialização" como eixos centrais do discurso presidencial. O padrão a monitorar: um ativo mineral estratégico negociado por um governador em fim de mandato torna-se capital político pessoal na disputa presidencial seguinte — mecanismo estruturalmente análogo a P09 (captura cultural/simbólica), aplicado à esfera econômico-eleitoral.
Em paralelo ao pivô mineral, o eixo agro tradicional (carne bovina, soja) sofre pressão: cota chinesa de 1,1 milhão de toneladas de carne para 2026 estava perto do esgotamento já em jun/2026, com tarifa de 55% sobre excedentes ev-confirmed. Relevante para a tese central da série: nenhum vetor — chinês ou americano — necessariamente transfere benefício líquido ao produtor ou à população goiana; ambos operam como compradores estratégicos de commodity/minério bruto, com valor agregado ainda majoritariamente fora do Estado.