Em Goiás, Pará e Amazonas, o capital estratégico era majoritariamente chinês. Em Minas Gerais, a Sigma Lithium é listada na Nasdaq, TSXV (Canadá) e B3, com acordo de fornecimento para a sul-coreana LG. Não há China neste capítulo — e mesmo assim, o mecanismo estrutural se repete integralmente: região historicamente pobre, projeto lançado com pompa internacional, ausência de dados públicos de retorno per capita, e um governador que converte o ativo em capital eleitoral ao deixar o cargo. Isso é o que prova que a série documenta um padrão institucional brasileiro, não uma vulnerabilidade específica a um bloco geopolítico.
Goiás, Amazonas e Minas Gerais: três governadores, três partidos, três projetos minerais distintos, mesma sequência — deixar o executivo estadual para disputa federal em 2026. Mas Zema difere de Caiado e Wilson Lima num ponto: ele abandonou o Vale do Lítio como bandeira de campanha quando a estratégia não performou nas pesquisas, migrando para confronto institucional com o STF. Isso mostra que a conversão de ativo econômico em capital eleitoral não é fórmula garantida — é uma aposta que pode ser descartada se não funcionar.