Aderência das operadoras às ordens de bloqueio varia entre 3% e 90% — apenas 15% cumpridas integralmente
Estudo analisa 6 provedores (regional RS, 2 nacionais, móvel, acadêmico, satélite). Aderência às ordens de bloqueio varia entre 3% e 90% por provedor. Apenas…
Aderência das operadoras às ordens de bloqueio varia entre 3% e 90% — apenas 15% cumpridas integralmente
🧭 Resumo
Estudo analisa 6 provedores (regional RS, 2 nacionais, móvel, acadêmico, satélite). Aderência às ordens de bloqueio varia entre 3% e 90% por provedor. Apenas ~15% das ordens são cumpridas integralmente. Hipótese dos pesquisadores: operadoras exercem discrição comercial, evitando bloquear serviços populares para não receber reclamações de clientes. Um provedor realiza 13.300 bloqueios por filtragem de IP (mais severo); outro, apenas 2.400. Os demais usam bloqueio de DNS — facilmente contornável.
🏷️ Metadados do corpus
| Campo | Valor |
|---|---|
id_corpus |
1592 |
| Categoria analítica | censura-digital |
| País / âmbito | Brasil |
Nota de conflito ID: Renumerado de 1574 (evitando conflitos com Biomm/Flávio Bolsonaro no lawfare.json).
Atores
- Thiago Ayú
- Pedro Marcos
Instituições
- Anatel
- operadoras de telecomunicações
Análise
A variação 3%–90% de aderência é estruturalmente equivalente à aplicação seletiva de lei. O dado de que ~85% das ordens são cumpridas apenas parcialmente — com operadoras escolhendo quais domínios dentro de uma ordem implementar — configura um sistema híbrido onde poder judicial, poder executivo e interesse comercial privado se sobrepõem sem supervisão pública documentada.