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Operação Barco de Papel: PF cumpre mandados contra os três ex-dirigentes do Rioprevidência; dinheiro é jogado de janela em apartamento ligado a Antunes

Em 23/01/2026, a Polícia Federal deflagrou a Operação Barco de Papel, especificamente voltada aos ex-dirigentes do Rioprevidência nomeados por Cláudio Castro...

Operação Barco de Papel: PF cumpre mandados contra os três ex-dirigentes do Rioprevidência; dinheiro é jogado de janela em apartamento ligado a Antunes


Resumo

Em 23/01/2026, a Polícia Federal deflagrou a Operação Barco de Papel, especificamente voltada aos ex-dirigentes do Rioprevidência nomeados por Cláudio Castro em 2023: Deivis Marcon Antunes (ex-diretor-presidente), Euchério Lerner Rodrigues (ex-diretor de Investimentos) e Pedro Pinheiro Guerra Leal (ex-gerente de Investimentos). Quatro ordens judiciais foram cumpridas no Rio de Janeiro, na sede da instituição e contra os gestores. Antunes renunciou ao cargo na manhã da operação; Castro publicou a exoneração no Diário Oficial no mesmo dia. Em ação correlata da PF em Balneário Camboriú (SC), ligada a endereço de Antunes, uma mala de dinheiro foi jogada pela janela de um prédio durante o cumprimento de mandado — episódio amplamente noticiado como símbolo da tentativa de ocultação de valores. Investigadores apontam suspeitas de obstrução de investigações, lavagem de dinheiro e ocultação de valores contra Antunes.


Metadados do corpus

Campo Valor
id_corpus 1967
Categoria analitica operacao_policial
Evidencia ev-confirmed

Atores

  • Deivis Marcon Antunes (Renunciou no dia da operação; alvo de suspeitas de obstrução, lavagem e ocultação de valores; ligado a apartamento em Balneário Camboriú de onde dinheiro foi arremessado durante busca)
  • Euchério Lerner Rodrigues (Alvo de mandado de busca e apreensão)
  • Pedro Pinheiro Guerra Leal (Alvo de mandado de busca e apreensão)

Instituicoes

  • Polícia Federal
  • Rioprevidência
  • Governo do Estado do Rio de Janeiro

Resultado documentado

Os três dirigentes deixam os cargos. Investigação por obstrução, lavagem e ocultação de valores contra Antunes segue em curso. Rioprevidência permanece sob nova gestão até a portaria restritiva de julho/2026 (id_1939).

Analise

O episódio do dinheiro jogado da janela é, no plano simbólico, o contraponto mais nítido de toda a série documentada no corpus: enquanto os casos no STF envolvem operações formalmente lícitas (contratos de escritório, patrocínios, convites) cuja irregularidade está na ausência de declaração de impedimento, aqui há indício de conduta que os próprios investigadores classificam como criminosa em sentido estrito — obstrução ativa, não omissão de dever de transparência. A distância entre os dois registros evidenciais (ev-contested nos casos STF vs. flagrante de tentativa de ocultação aqui) é o tipo de gradiente que o corpus deve preservar, não nivelar.

  • Lei 7.492/1986 — crimes contra o sistema financeiro nacional
  • Lei 9.613/1998 — lavagem de dinheiro

Conexoes

Lacunas investigativas

  • Origem e destino final dos valores em espécie encontrados/arremessados durante a operação em Balneário Camboriú não detalhados nas fontes. Não está esclarecido se Rodrigues e Leal enfrentam as mesmas suspeitas específicas de obstrução/lavagem atribuídas a Antunes, ou apenas a irregularidade administrativa nos aportes.

Fontes verificaveis

  1. Deivis Marcon Antunes, presidente do Rioprevidência, é alvo de operação da PF sobre o Master
  2. Dinheiro pelos ares: saiba quem é Deivis Marcon Antunes, alvo da PF na ação em Balneário Camboriú
  3. Cláudio Castro exonera presidente da Rioprovidência
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