Manuscritos da Serra do Curral retidos por delegado da PF — sem instauração de investigação
Em 26/fev/2021 às 21h31, Daniela Wandeck envia via WhatsApp três organogramas manuscritos ao marido, delegado Rodrigo de Melo Teixeira. Documentos mapeavam e…
Manuscritos da Serra do Curral retidos por delegado da PF — sem instauração de investigação
🧭 Resumo
Em 26/fev/2021 às 21h31, Daniela Wandeck envia via WhatsApp três organogramas manuscritos ao marido, delegado Rodrigo de Melo Teixeira. Documentos mapeavam esquema de R$ 18 bi em MG: captura de ANM, Semad, FEAM, blindagem judicial e cadeia comercial até compradoras finais. Teixeira não instaurou investigação. Registrado em relatório SINTE SR/MG de 01/out/2025.
🏷️ Metadados do corpus
| Campo | Valor |
|---|---|
id_corpus |
1553 |
| Categoria analítica | instancia_padrao |
| País / âmbito | Brasil |
| Operação | Operação Rejeito (antecedente) |
Cadeia lógica
Daniela Wandeck → envia manuscritos mapeando esquema → Rodrigo Teixeira (delegado PF, simultâneo à construção da Gmais) → retém documentos, não instaura inquérito → esquema opera por mais 4 anos sem investigação federal
Atores
- Rodrigo de Melo Teixeira (chokepoint capturado — receptor de denúncia que deveria investigar)
- Daniela Wandeck (transmissora dos documentos)
Análise
Instância direta de P03 (captura do chokepoint): o ponto de controle institucional (PF/delegado) que deveria travar o esquema é o mesmo agente beneficiário. Confirma P05 (omissão funcional deliberada): não é incapacidade, é decisão ativa de não agir. Teixeira já operava Gmais Ambiental no setor mineral à época.
Conexões no corpus
- ID 1552: manuscritos descrevem o mesmo mecanismo de terraplanagem documentado na Poeira Vermelha (2019)
- ID 1556: extração do celular de Teixeira em 2025 recupera os manuscritos retidos em 2021
- ID 1571: 3º manuscrito retido continha a cadeia até Vale/Gerdau/Trafigura