Conexão Mare Liberum — Poço de Lobato: corredor portuário RJ e diesel russo
Sobreposição geográfica e temporal entre Mare Liberum e Poço de Lobato: o Grupo Refit usou portos do RJ como corredor de importação irregular de diesel russo (retido pela Receita Federal em 2024). As 17.000 DIs da ML cobrem o mesmo período das operações do Grupo Refit (2021–2026).
⛽ Conexão Mare Liberum — Poço de Lobato: corredor portuário RJ e diesel russo
🧭 Resumo
Sobreposição geográfica e temporal entre Mare Liberum e Poço de Lobato: o Grupo Refit usou portos do RJ como corredor de importação irregular de diesel russo (retido pela Receita Federal em 2024). As 17.000 DIs da Mare Liberum cobrem o mesmo período das operações do Grupo Refit (2021–2026). Pergunta investigativa de alto valor: alguma das 17.000 DIs coincide com operações já mapeadas pela Receita em Poço de Lobato?
Tipo: Conexão Corpus
Operações relacionadas: Mare Liberum · Poço de Lobato
Atores relevantes: Ricardo Magro — Grupo Refit (Miami) · J. Global Holding (Houston)
Status: hipótese_fundamentada
Verificado: não
🏁 Introdução
A Operação Poço de Lobato (novembro de 2025) desarticulou um esquema bilionário de importação irregular de diesel russo através de portos brasileiros, com estrutura offshore baseada em Miami e Houston. O Grupo Refit e a J. Global Holding utilizaram portos do Rio de Janeiro como corredor de entrada. As 17.000 DIs da Mare Liberum cobrem o mesmo período (julho de 2021 a março de 2026) e a mesma infraestrutura portuária. A coincidência geográfica e temporal é a base desta hipótese.
📊 Análise
Contexto e status
- ID timeline: 157
- Tipo de registro: conexao_corpus
- Operações relacionadas: Mare Liberum · Poço de Lobato
- Status: hipótese_fundamentada
- Verificado: não
Atores relevantes (Poço de Lobato)
- Ricardo Magro — Grupo Refit, baseado em Miami (EUA)
- J. Global Holding — Houston (EUA); estrutura de exportação e lavagem
Comparação estrutural
| Dimensão | Mare Liberum | Poço de Lobato |
|---|---|---|
| Período ativo | Jul/2021 – Mar/2026 | ~2019–2025 |
| Porto utilizado | Porto do Rio | Portos do RJ (entre outros) |
| Produto | Importação geral + O&G | Diesel russo (carga energética) |
| Estrutura offshore | Desconhecida | 15+ LLCs Delaware + corredor Houston |
| Valor estimado | R$ 86,6B (mercadorias) | R$ 26 bilhões (maior devedor ICMS do país) |
| MLAT invocado | Não identificado | Brasil-EUA (Haddad-Trump; sem resposta pública) |
Padrões sistêmicos ativados
- P05 — Cofres públicos como vetor: diesel russo importado irregularmente sem recolhimento de impostos via portais aduaneiros corrompidos
- P07 — Infraestrutura advisória compartilhada: estrutura offshore Delaware/Houston documentada na Poço de Lobato pode ser compartilhada ou inspiradora para a estrutura de lavagem das propinas da Mare Liberum
- Padrões sistêmicos
A pergunta investigativa de alto valor
Alguma das 17.000 DIs da Mare Liberum coincide com cargas de diesel russo já mapeadas pela Receita em Poço de Lobato?
Se positivo, a resposta conectaria três operações (Carbono Oculto, Poço de Lobato, Mare Liberum) sobre a mesma infraestrutura de fraude: o Porto do Rio como corredor sistemático de sub-tributação aduaneira para combustíveis importados ilegalmente.
Para responder à pergunta seria necessário:
- Cruzar as DIs de importação de diesel/combustíveis identificadas na Poço de Lobato com as 17.000 DIs da Mare Liberum
- Verificar se os auditores-fiscais afastados na ML processaram DIs de empresas do Grupo Refit
- Consultar os relatórios da Receita Federal sobre retenção de diesel russo no Porto do Rio em 2024
Dimensão MLAT
A Poço de Lobato invocou MLAT Brasil-EUA sem resposta pública até a data de análise. A Mare Liberum também pode ter dimensão internacional (ver ID 160). Se ambas as operações estiverem na fila do mesmo MLAT, o prazo de resposta — ou a ausência dela — é um indicador da disposição americana de cooperar com investigações que envolvem empresas baseadas em Miami e Houston.
🎯 Conclusão
A conexão Mare Liberum — Poço de Lobato é a hipótese de maior impacto sistêmico do corpus: se confirmada, demonstraria que os portos do Rio de Janeiro operavam como infraestrutura de fraude aduaneira disponível a múltiplos esquemas — diesel russo (Poço de Lobato), combustíveis gerais (Carbono Oculto) e importação diversa (Mare Liberum) — todos beneficiando-se dos mesmos auditores corrompidos e, potencialmente, da mesma infraestrutura de lavagem de propinas.