Caso Vildete da Silva Guardia: erro de identidade em certidão corrigido em 3 minutos, mas presa 21 dias até hemorragia intestinal grave
Em 13/01/2023, às 16h53, Tagliaferro escreveu ao grupo 'Audiências de Custódia': 'a segunda (vildete) emitindo certidao, positiva'. Três minutos depois, às 1...
Caso Vildete da Silva Guardia: erro de identidade em certidão corrigido em 3 minutos, mas presa 21 dias até hemorragia intestinal grave
Resumo
Em 13/01/2023, às 16h53, Tagliaferro escreveu ao grupo ‘Audiências de Custódia’: ‘a segunda (vildete) emitindo certidao, positiva’. Três minutos depois, às 16h56, corrigiu: ‘vildete negativa tambem, era outra pessoa’ — confusão de identidade identificada e corrigida em menos de cinco minutos, registrada nos próprios arquivos vazados. Vildete da Silva Guardia, 74 anos, permaneceu presa por 21 dias após esse episódio, sendo solta apenas depois de sofrer hemorragia intestinal grave. Condenada a 11 anos e 11 meses, foi presa novamente em junho de 2024. Obteve prisão domiciliar em abril de 2025; retornou à cadeia em julho de 2025 por suposto descumprimento das regras da tornozeleira eletrônica — apesar de usar andador para se locomover; voltou ao regime domiciliar em agosto de 2025 após nova repercussão pública. Não há confirmação de qual versão da certidão (a positiva inicial, corrigida em 3 minutos, ou a negativa final) chegou aos autos de seu processo.
Metadados do corpus
| Campo | Valor |
|---|---|
id_corpus |
1879 |
| Categoria analitica | vazatoga |
| Evidencia | ev-confirmed |
Atores
- Vildete da Silva Guardia (74 anos — vítima de erro de identidade em certidão)
- Eduardo Tagliaferro (Autor do erro e da correção)
Instituicoes
- STF
- TSE
Resultado documentado
Presa por mais 21 dias após correção documentada do erro. Condenada a 11 anos e 11 meses. Ciclo de prisão-domiciliar-prisão por questões de tornozeleira eletrônica se repetiu até pelo menos agosto de 2025.
Conexoes
Lacunas investigativas
- Não é possível verificar, com as fontes disponíveis, se a versão corrigida (negativa) da certidão chegou a ser juntada ao processo de Vildete antes da decisão que a manteve presa por mais 21 dias, ou se a decisão de mantê-la presa se baseou em outros fundamentos não relacionados à certidão.