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Cleriston Pereira da Cunha (Clezão) morre no Complexo Penitenciário da Papuda sem decisão sobre pedido de prisão domiciliar

Cleriston Pereira da Cunha, 46 anos, empresário de Vicente Pires (DF), morreu em 20/11/2023 no Complexo Penitenciário da Papuda. O Ministério Público já havi...

Cleriston Pereira da Cunha (Clezão) morre no Complexo Penitenciário da Papuda sem decisão sobre pedido de prisão domiciliar


Resumo

Cleriston Pereira da Cunha, 46 anos, empresário de Vicente Pires (DF), morreu em 20/11/2023 no Complexo Penitenciário da Papuda. O Ministério Público já havia se manifestado favoravelmente à concessão de prisão domiciliar; o pedido não havia sido decidido pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, até a data do óbito.


Metadados do corpus

Campo Valor
id_corpus 1927
Categoria analitica perseguicao_processual
Evidencia ev-confirmed

Atores

  • Cleriston Pereira da Cunha (réu — atos de 8 de janeiro de 2023)
  • Alexandre de Moraes (relator — não deliberou sobre pedido de prisão domiciliar com parecer favorável do MPF antes do óbito)

Instituicoes

  • STF
  • Complexo Penitenciário da Papuda

Resultado documentado

Caso tornou-se referência simbólica citada em tribuna por parlamentares (ex.: Carol de Toni, 06/04/2025) e em pedido de força-tarefa no STF pela ASFAV.

Ponto de inflexao

Parecer favorável do MPF não gerou decisão antes do óbito — omissão decisória documentada, não apenas alegada.

Analise

Caso mais emblemático da coorte porque reúne dois elementos verificáveis simultaneamente: parecer favorável do órgão acusador e ausência de decisão do relator. Isso desloca o caso de P06 (prescrição estratégica) para P03-A (execução penal como vetor normativo) — a inércia decisória funciona estruturalmente como manutenção de custódia, independente de intenção.

Conexoes

Lacunas investigativas

  • Não há explicação pública do STF sobre o tempo de tramitação do pedido de prisão domiciliar com parecer favorável do MPF.

Fontes verificaveis

  1. Saiba quem são os réus do 8 de Janeiro que morreram
  2. Judiciário se recusa a revelar quantos ainda estão presos pelo 8 de janeiro
Esta postagem está licenciada sob CC BY 4.0 pelo autor.