Revelado contrato de R$ 129 milhões entre escritório da esposa de Moraes e Banco Master
Coluna de Malu Gaspar (O Globo) revela contrato firmado em 2024 entre o escritório Barci de Moraes Advogados — comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa …
Revelado contrato de R$ 129 milhões entre escritório da esposa de Moraes e Banco Master
Resumo
Coluna de Malu Gaspar (O Globo) revela contrato firmado em 2024 entre o escritório Barci de Moraes Advogados — comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, com dois filhos do casal como sócios — e o Banco Master, então controlado por Daniel Vorcaro. Contrato previa pagamento mensal de R$ 3,5–3,6 milhões ao longo de 36 meses (2024–2027), totalizando R$ 129 milhões, cobrindo representação em causas envolvendo Banco Central, Receita Federal, PGFN, CADE e Congresso Nacional. Pagamentos interrompidos com a liquidação extrajudicial do Master pelo Banco Central em 18/11/2025. O escritório, em nota, confirmou o contrato e afirmou que sua atuação nunca alcançou processos no STF.
Metadados do corpus
| Campo | Valor |
|---|---|
id_corpus |
1843 |
| Categoria analitica | mecanismo_sistemico |
| Evidencia | ev-confirmed |
| Status | confirmado |
Atores
- Viviane Barci de Moraes (Sócia responsável — escritório contratado)
- Daniel Vorcaro (Controlador — parte contratante)
- Alexandre de Moraes (Cônjuge da contratada — ministro do STF)
Instituicoes
- STF
- Banco Master
- Barci de Moraes Advogados
- Banco Central
Resultado documentado
Contrato confirmado publicamente pelo próprio escritório contratado. Pagamentos cessados com a liquidação do banco. Cópia digitalizada apreendida no celular de Vorcaro pela Operação Compliance Zero.
Analise
O contrato antecede em mais de um ano a chegada do caso Master ao STF (dez/2025), mas cria um vínculo financeiro direto entre a família de um ministro da Corte e uma instituição que se tornaria, meses depois, objeto de inquérito sob relatoria de colega do mesmo tribunal (Toffoli). A nota do escritório nega atuação no STF, mas não resolve a questão estrutural: um ministro cuja família recebe R$ 3,6 milhões/mês de uma instituição financeira integra o mesmo colegiado que decide sobre o destino penal dos controladores dessa instituição.
Base legal
- N/A
Conexoes
- T-192 — Vorcaro — Triângulo Carbono–Mineração–Banco
- T-215 — 2ª Turma do STF mantém prisão de pai e primo de Daniel Vorcaro por 3×1; Gilmar Me…
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Lacunas investigativas
Não há confirmação pública de quanto do valor total (R$129 mi) foi efetivamente pago antes da interrupção, nem do escopo real de trabalho prestado além da nota do próprio escritório.