Alexandre de Moraes — 308 entradas do corpus citam o ministro
308 entradas do corpus citam o ministro. Consolidação dos itens de maior gravidade: Vaza Toga, conflito de interesse no caso Banco Master, sanções Magnitsky e acumulação de funções.
- ⚖️ Alexandre de Moraes — Os Itens Mais Graves do Dossiê
- 🧭 Resumo
- 📊 O que o corpus mostra, em números
- 🚨 Os itens mais graves
- 2016 — A planilha JHSF e o arquivamento em 8 dias
- 2019 — Designado condutor do Inquérito das Fake News
- Jan/2024 — Monitoramento de cidadã americana
- Ago/2024 — Suspensão total do X (Twitter) no Brasil
- Ago/2025 — Vaza Toga: o gabinete paralelo
- Set/2025 — O ex-assessor confirma no Senado
- Jul–Set/2025 — Sanções dos EUA pela Lei Magnitsky
- Out/2025 — Jornalistas da Vaza Toga viram alvo de queixa-crime
- Dez/2025 — O contrato de R$ 129 milhões
- Mai/2025 (revelado depois) — Decisão contra um adversário de Vorcaro durante o contrato
- Nov/2025 — Vorcaro troca mensagens com Moraes no dia da própria prisão
- Mar/2026 — O silêncio de quatro meses
- Fev/2026 — “Cabeças vão rolar”
- Mar/2026 — CPI do Crime Organizado pede indiciamento
- Abr/2026 — Destituição compulsória de advogados
- Mai/2026 — Acumulação de funções: COAF e relatoria
- Mai/2026 — Erosão do consenso institucional
- 🧩 Padrões sistêmicos aplicáveis
- 🎯 Síntese
- 📚 Fontes e referências
⚖️ Alexandre de Moraes — Os Itens Mais Graves do Dossiê
🧭 Resumo
Nenhum outro nome neste corpus aparece em tantas entradas: 308, entre 2015 e 2026, espalhadas por 12 categorias diferentes. A maior parte (138) está na categoria dossie, que documenta em detalhe o processo contra a família Bolsonaro — mas este texto não repete essa cronologia processual. Segue o mesmo critério dos dois dossiês irmãos desta série (Gilmar Mendes e Dias Toffoli): reunir os itens que dizem respeito à concentração de poder e aos conflitos de interesse do próprio ministro, não ao mérito dos processos que ele conduz.
Lidos juntos, os itens abaixo desenham um padrão específico: um ministro que acumula, na mesma pessoa, a relatoria de inquéritos, o acesso a inteligência financeira (COAF) e o controle sobre quem pode representar tecnicamente os investigados — enquanto o escritório de advocacia da própria esposa mantinha contrato milionário com o banco cujo dono trocava mensagens com ele no dia da própria prisão.
📊 O que o corpus mostra, em números
| Métrica | Valor |
|---|---|
| Entradas do corpus citando Moraes | 308 |
| Período coberto | 2015–2026 |
| Categorias em que aparece | 12 |
| Maior concentração fora do processo Bolsonaro | lawfare (79), stf (34), indecoro (17), crise-diplomatica (13), vazatoga (11) |
| Valor do contrato do escritório da esposa com o Banco Master | R$ 129 milhões / 3 anos |
| Sanções internacionais documentadas | Lei Magnitsky (ministro e depois esposa/empresa da família) |
Estes números descrevem o que está indexado neste site — não pretendem ser um censo completo da atuação do ministro.
🚨 Os itens mais graves
2016 — A planilha JHSF e o arquivamento em 8 dias
Na 6ª fase da Operação Acrônimo, a PF encontra, num mandado de busca e apreensão nos escritórios da JHSF em São Paulo, uma planilha citando o nome de Alexandre de Moraes: R$ 4 milhões destinados ao seu escritório entre 2010 e 2014. O caso é arquivado pelo ministro Fux em 8 dias, sem inquérito formal.
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2019 — Designado condutor do Inquérito das Fake News
Dias Toffoli instaura o Inquérito das Fake News e designa Moraes como seu condutor — o início do instrumento processual que sustenta boa parte dos itens abaixo. Ver dossiê de Toffoli para o evento completo.
Jan/2024 — Monitoramento de cidadã americana
Moraes ordena prisão e aciona o oficialato consular em Miami contra Flávia Magalhães, brasileira naturalizada americana desde 2012, por publicações em redes sociais — desconsiderando a cidadania americana dela.
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Ago/2024 — Suspensão total do X (Twitter) no Brasil
Moraes determina o bloqueio total da plataforma X no país e impõe multa de R$ 50 mil por dia a quem acessá-la via VPN, depois de Elon Musk recusar nomear representante legal no Brasil. O X retorna dois meses depois, após pagar R$ 28,6 milhões em multas.
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Ago/2025 — Vaza Toga: o gabinete paralelo
Uma série de reportagens revela operações de um gabinete paralelo do ministro, usando WhatsApp para monitorar e pressionar críticos — o evento que dá nome à categoria vazatoga deste site.
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Set/2025 — O ex-assessor confirma no Senado
Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do gabinete de Moraes, depõe no Senado confirmando a legitimidade do material da Vaza Toga e expondo métodos usados para incriminar pessoas sem devido processo.
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Jul–Set/2025 — Sanções dos EUA pela Lei Magnitsky
O governo americano aplica a Lei Magnitsky contra Moraes por alegadas violações de direitos humanos e liberdade de expressão. Dois meses depois, as sanções são estendidas à esposa do ministro, Viviane Barsi de Moraes, e ao Lex Instituto de Estudos Jurídicos, por alegada “rede de apoio”.
Sanção ao ministro → · Extensão à esposa →
Out/2025 — Jornalistas da Vaza Toga viram alvo de queixa-crime
Letícia Sallorenzo apresenta petição criminal contra os jornalistas David Ágape e Eli Vieira, responsáveis pelas revelações da Vaza Toga, pedindo investigação por difamação, organização criminosa e abolição do Estado Democrático de Direito — no STF, sob a relatoria do próprio ministro que as reportagens expuseram.
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Dez/2025 — O contrato de R$ 129 milhões
O Globo revela que o escritório Barci de Moraes — da esposa do ministro — mantinha contrato com o Banco Master prevendo R$ 3,6 milhões mensais, R$ 129 milhões ao longo de três anos.
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Mai/2025 (revelado depois) — Decisão contra um adversário de Vorcaro durante o contrato
Cruzamento de datas mostra que, em maio de 2025, Moraes negou recurso de Vladimir Timerman — no mesmo período em que o escritório da esposa mantinha contrato de R$ 3,5 milhões mensais com o Banco Master, cujo dono era Daniel Vorcaro.
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Nov/2025 — Vorcaro troca mensagens com Moraes no dia da própria prisão
Perícia da Polícia Federal revela que Daniel Vorcaro trocou mensagens com Alexandre de Moraes entre 7h19 e 20h48 do dia de sua primeira prisão — perguntando, segundo a perícia, “Conseguiu bloquear?”.
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Mar/2026 — O silêncio de quatro meses
Só quatro meses depois da revelação do contrato, o escritório da esposa confirma publicamente ter prestado serviços ao Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025.
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Fev/2026 — “Cabeças vão rolar”
Durante sessão de julgamento do caso Marielle Franco, após uma falha técnica, Moraes profere ao vivo: “Querem me derrubar faz tempo. Cabeças vão rolar.” — declaração de um ministro com poder de censurar e prender.
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Mar/2026 — CPI do Crime Organizado pede indiciamento
A CPI aprova relatório pedindo o indiciamento de Moraes junto com Toffoli, Gilmar Mendes e o PGR Paulo Gonet, por crimes de responsabilidade.
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Abr/2026 — Destituição compulsória de advogados
Moraes determina a destituição dos advogados constituídos de Eduardo Tagliaferro (Paulo Faria e Filipe de Oliveira) e nomeia a Defensoria Pública da União como defensora — retirando do réu a escolha de quem o representa tecnicamente.
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Mai/2026 — Acumulação de funções: COAF e relatoria
Um estudo temático do corpus (T-198) mapeia a acumulação, na mesma pessoa, do acesso à inteligência financeira do COAF e da função de relator/julgador nos mesmos processos — com uma solicitação seletiva de dados registrada em outubro de 2025.
Mai/2026 — Erosão do consenso institucional
Reportagem da Gazeta do Povo documenta nove figuras e entidades — incluindo OAB, MBL, senadores e governadores — que apoiaram ou toleraram publicamente a atuação de Moraes entre 2019 e 2024, e que revisaram essas posições nos anos seguintes.
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🧩 Padrões sistêmicos aplicáveis
- P02 — Inversão / Retaliação: os jornalistas que publicaram a Vaza Toga viram réus de queixa-crime relatada pelo próprio ministro que o material expôs.
- P03 — Captura Judicial Emergencial: acumulação de acesso ao COAF com a função de relator/julgador; destituição compulsória de advogados constituídos.
- P04 — Weaponização da Mídia e Narrativa: monitoramento de crítica nas redes via gabinete paralelo (Vaza Toga).
- P06 — Estratégia do Silêncio e Prescrição: quatro meses de silêncio do escritório da esposa após a revelação do contrato com o Banco Master.
O contrato de R$ 129 milhões entre o escritório da esposa e uma instituição financeira sob investigação do próprio marido — com uma decisão contrária a um adversário do dono do banco no meio do período do contrato — não se encaixa com precisão em nenhum dos 11 padrões formais do projeto. É tratado aqui, como no dossiê de Gilmar Mendes, como candidato a um padrão de captura financeira ainda não formalizado na metodologia central.
🎯 Síntese
O volume — 308 entradas, mais que qualquer outra figura no corpus — por si só não prova irregularidade: reflete o fato de que Moraes concentrou, nos últimos anos, mais poder de decisão individual do que qualquer outro ministro em atividade. O que os itens acima acrescentam é a camada que normalmente não aparece na cobertura do dia a dia: o gabinete paralelo que monitorava críticos por WhatsApp, o contrato milionário da esposa com um banco sob a jurisdição do marido, e a mensagem trocada com o dono desse banco no exato dia da prisão dele. Como nos outros dois dossiês desta série, a separação entre fato documentado e hipótese de intenção é mantida deliberadamente — o corpus registra o mecanismo, não a motivação.
📚 Fontes e referências
- Todas as entradas: /categories/vazatoga/, /categories/stf/, /categories/lawfare/, /categories/crise-diplomatica/
- Dossiê irmão: Gilmar Mendes — Os Itens Mais Graves do Dossiê
- Dossiê irmão: Dias Toffoli — Os Itens Mais Graves do Dossiê
- Metodologia canônica: METHODOLOGY.md
- Guia geral do projeto: Como Ler o Lawfare Timeline