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T-260 · O padrão Salomão — seletividade da Corregedoria nos cinco capítulos

Luis Felipe Salomão aparece na série como autor do pedido restrito que o gabinete de Moraes ampliou (VT5) e como relator que classificou emoji de Melek como «de menor importância» (VT4).

T-260 · O padrão Salomão

ID: T-260 Transversal: VT4 (Melek) + VT5 (devassa de CPFs)

Luis Felipe Salomão, então Corregedor Nacional de Justiça, não é o operador do gabinete paralelo. O que a série documenta é seletividade de escopo na Corregedoria quando o alvo está perto do STF e ampliação unilateral quando o pedido sai do gabinete de Moraes.

Dois atos, dois pesos

Em Vaza Toga 4, o CNJ afastou o juiz Marlos Melek por 9 meses por reagir com emoji num grupo de WhatsApp. O próprio Salomão registrou nos autos que a conduta era “de menor importância”. A cautelar durou quase um ano; a sanção final foi censura. 1871

Em Vaza Toga 5, o pedido da Corregedoria era só informações sobre integrantes do Judiciário nos autos do 8 de Janeiro. O gabinete de Moraes transformou isso em extração nacional de 2.119 CPFs, ofício a todos os tribunais e inclusão de pessoas que jamais foram rés. 1874

O CNJ não reverteu a ampliação. Quando a cadeia de comando das certidões apontou para o próprio ministro (Airton Vieira / Marco Vargas), o CNJ arquivou por incompetência. 1881

Leitura estrutural

Não é necessário atribuir dolo pessoal a Salomão para registrar o padrão: a Corregedoria é rigorosa na periferia do sistema (juiz do Trabalho num grupo de empresários) e opaca no centro (ministro do STF cujo gabinete executa a varredura). P03 (chokepoint) e P06 (exaustão institucional) descrevem o desenho, não a biografia.

Lacuna: não há, nas fontes da série, decisão da Corregedoria que confronte a extração de CPFs de 711 pessoas sem status de investigado. Essa ausência é o dado.

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T-260 · CC0

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