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T-250 · Dois pesos, duas medidas — erro judiciário e indenização assimétrica

Síntese temática: quando o erro é do Estado contra o cidadão, 'risco normal'; quando magistrados são parte interessada, dano moral indenizável. Corpus id_1511–1513, id_1834–1835.

T-250 · Dois pesos, duas medidas — erro judiciário e indenização assimétrica

Quando o erro processual penaliza um cidadão comum, a primeira instância tende a normalizar o dano como risco da atividade ou exigir prova quase inatingível de má conduta estatal. Quando magistrados são autoras em ação cível contra terceiros — ou beneficiárias de ação contra a imprensa — o mesmo sistema frequentemente decide a favor delas já na origem.

Casos no corpus (ev-confirmed)

Caso IDs Padrão observado
Biazucci 1511–1513 Erro estatal; STJ nega indenização; custas ao inocente
Pantera 1836 2.174 dias; TJRJ nega (ago/2026)
Severino (PB) 1837 Homonímia; negativa 1ª inst., R$ 40k no TJPB
Gugu 1838 363 dias; reconhecimento Facebook; negativa
Juízas × Latam 1835 Erro das próprias autoras; dano moral concedido (R$ 74 mil)
Jornalista × desembargadora 1834 Dados públicos verdadeiros; condenação por tom (R$ 600 mil, 1ª inst.)

Casos Jonathan Macedo (SP, R$ 386,8k) permanecem só no dossiê HTML até 2ª fonte ev-confirmed.

Análise

O par 1834/1835 é o contraste mais forte já mergeado: em 1835, a sentença reconhece que as juízas erraram o aeroporto e ainda assim indeniza por estresse em viagem de lazer; em 1512, anos de prisão por erro estatal não geram reparação equivalente. Isso não prova dolo sistêmico — documenta disparidade de padrão decisório compatível com a tese de custos socializados e benefícios privatizados por posição estrutural.

Conexoes

Artefato complementar

Dossiê interativo (CC0): _data/todo/dois-pesos-duas-medidas.html · espelho previsto em gosurf.site/dois-pesos-duas-medidas

Dossiê T-250 · CC0 · lawfare-timeline

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